quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Gamificação em sala de aula com o Kahoot!

A última prática pedagógica com uso da web 2.0 que vamos analisar, se debruça em uma ferramenta chamada Kahoot!, que se caracterizar por ser uma plataforma de aprendizado baseada em jogos de diferentes modalidades, incluído um quiz game disponível gratuitamente em site próprio. Nesse gameplay podem ser adicionadas perguntas pelo professor e, essas podem ser convertidas em jogos que contam com pontuação, interação e ranqueamento (Dellos, 2015; Costa et al., 2017), através da participação dos estudantes pelo uso de smartphones, tablets ou computadores. As atividades são bastante interativas, pois propiciam o uso de desafios e competições com temas vinculados às temáticas de sala de aula e, dessa forma, permitem que o educando desenvolva habilidades e competências diversas, como por exemplo a autoria do seu processo de construção do conhecimento e o autodidatismo.

A plataforma possui uma identidade visual colorida e com fontes grandes, que costuma chamar bastante atenção dos alunos. o Kahoot! possibilita uma avaliação mais dinâmica com quizzes que ajudam o aluno a fixar o conhecimento apreendido em sala de aula. Funciona da seguinte forma: "O Kahoot! possui uma estrutura criada a partir de uma vertente de jogabilidade aplicada à avaliação, na qual os jogadores podem interagir por meio da internet. Dessa forma, o professor gerará códigos de acessos (PIN4 ), que serão distribuídos aos alunos, para que estes possam se conectar ao ambiente virtual, por meio de Quiz, Discussion ou Survey" (KAHOOT!!, 2018).

Fonte: kahoot.it

A prática que vamos analisar hoje foi aplicada na Escola Didática da Bahia, localizada no bairro da Liberdade, em Salvador. Professora Andrea, que ensina a disciplina de História no Fundamental II, costuma fazer uso do Kahoot! toda vez que finda um rol de assuntos. Funciona a seguinte forma: a professora cria uma série de questões (que podem inclusive estar vinculadas a imagens, mapas e/ou vídeos), cada uma com quatro possibilidades de resposta de múltipla escolha. Cada resposta é apresentada pelo aplicativo com uma cor diferente (verde, vermelho, amarelo e azul). No momento da atividade (que é feita no laboratório de informática, mas pode ser realizada na própria sala, caso os estudantes possuam smartphones com acesso à internet) a professora informa um código aos estudantes e pede que eles acessem o Kahoot! A partir daí o jogo se apresenta como um quiz de competição onde, ao mesmo tempo, as perguntas se apresentam a todos os estudantes, que tem entre cinco segundos a dois minutos para responder (essa janela de tempo é totalmente controlável pela professora). 
Fonte: kahoot.it

A partir de conversa com a professora supracitada, somada às minhas próprias incursões pela plataforma, pude concluir que trata-se de ferramenta que pode ser usada não apenas para, de forma lúdica, promover a maior participação e interação dos estudantes durante as aulas, mas como estratégias de avaliação (de desempenho ou de conhecimentos prévios), já que ela possui  mecanismos disponibilizados para que os  professores possam  acompanhar e avaliar o desempenho dos estudantes.

Fonte: Arquivo pessoal da professora Andréa

Concluo esse relato afirmando que a criação dos jogos na plataforma é extremamente fácil e o site é muito intuitivo, não havendo, portanto, grandes dificuldades em inserir as questões com múltiplas variações. Para sua pronta utilização em sala de aula, no entanto, foram percebidos algumas tecnicidades  às quais o professor deve estar atento para o efetivo funcionamento do quiz, a saber: (1) É imprescindível que haja internet de qualidade disponível para os estudantes no momento da aplicação; e (2) O jogo limite o número de caracteres que podem ser usados na elaboração de perguntas, então frases muito longas ou questões problematizadoras não podem ser utilizadas.

Referências

Dellos, R. (2015) Kahoot! A digital game resource for learning. International Journal of Instructional Technology and Distance Learning, 12(4), 49-52.


terça-feira, 13 de novembro de 2018

O uso do Facebook como ferramenta para aprendizagem da matemática

O uso pedagógico das redes sociais, presentes no nosso dia a dia, está se tornando cada vez mais comum. Nesse contexto, algumas ferramentas tão familiares aos estudantes, com as quais eles interagem e compartilham informações de forma dinâmica usualmente, podem ser usadas pelos professores de forma a promover uma maior interação entre os educandos e motivá-los a participar mais ativamente do processo de ensino e aprendizagem.

A boa prática que vamos analisar hoje, é o da professora Carolina Araújo, que fazendo uso apenas do Facebook e do Google Drive, conseguiu desenvolver uma dinâmica diferenciada no ensino da matemática, em um Colégio particular no Município de Vitória da Conquista (Bahia), para os estudantes do 7º ao 9º ano do Fundamental II, totalizando 113 alunos.

O planejamento das atividades começou com os alunos sendo orientados a desenvolverem pesquisas, e vídeos sobre determinados assuntos relacionados aos conteúdos de Matemática. Em seguida, esse material foi compartilhado com os demais, em um grupo fechado no Facebook. Ali, a professora mediava discussões acerca do que tinha sido publicado. Enquanto isso, os estudantes foram divididos em diferentes grupos e cada um mantinha, no Google Drive, uma espécie de “Diário de Pesquisa”, era relatado diariamente o que tinha sido trabalhado em sala de aula. 

A partir da criação das pesquisa e discussões dos alunos em equipes, a professora criou uma espécie de gincana digital no intuito de promover uma ligação maior, fora do ambiente escolar, entre o alunos, professor e conhecimento. Nessa gincana, os diferentes grupos lançavam desafios matemáticos direcionados aos estudantes dos outros grupo. Professora Carolina entende que o desenvolvimento desses desafios, por si só, já agrega conhecimento teórico específico aos alunos. No entanto, a docente crê que o ganho maior diz respeito ao aperfeiçoamento de algumas habilidades e competências que os estudantes trabalhavam, como por exemplo, habilidade de trabalhar em equipe, de se comunicar e de mediar e resolver conflitos. A professora relata que, ainda que o interesse da turma na atividade fosse visível, em alguns momentos surgiram intrigas e dificuldades de entendimento entre estudantes do mesmo - ou de diferentes grupos. O que ela considera normal e até mesmo esperado, considerando-se a idade e o nível de maturidade dos estudantes. Pró Carol conta que, nesse tipo de situação, foi necessária, num primeiro momento, a intervenção docente, mas que em seguida a atividade seguiu como desejado.

Podemos perceber nas figuras abaixo, exemplos de postagens dos desafios propostos pelos grupos.


Fonte: Arquivo pessoal da professora Carolina

Pode-se dizer que a prática implementada pela professora Carolina teve um excelente retorno, pois não apenas a sala de aula se tornou em um espaço de autoria e aprendizagem diferenciada, como a atividade fez com que alunos se empolgassem e ficassem mais curiosos no que diz respeito à pesquisar. Eles também ampliaram sua percepção sobre o potencial de uso de recursos internéticos para complementar o conhecimento adquirido em sala de aula e aprenderam como contribuir para o conhecimento de colegas da turma.

                                                                 Referências

ARAÚJO, Carolina Fernandes. Utilização do Google Drive e Facebook como ferramenta de auxílio à aprendizagem de alunos no município de Vitória da Conquista. Trabalho de Conclusão de Curso da licenciatura plena em Matemática. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. 2014.

SANT´ANA C. de C.; CRUZ A. F.; RIBEIRO E. S.; SANTANA I. P. Rede social: potencialidades do Facebook para a educação presencial da Licenciatura em Pedagogia. Educa - v.1, n.1, p. 39-55, 2014. Acessado em 05 de dezembro de 2014.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Criação de blogs colaborativos: um recurso educacional cada vez mais presente

Como nós ja vimos, o uso de ferramentas web 2.0 vem crescendo entre alguns professores e o desenvolvimento de blogs tornou-se um recurso para uma boa parcela de educadores. Essa atividade favorece a aprendizagem dos alunos, pois quando eles elaboram e mantém um blog, conseguem se familiarizar e fixar mais ainda o conteúdo abordado em sala de aula - de uma forma dinâmica, trabalhando inclusive o senso de cooperação e responsabilidade em alimentar a plataforma periodicamente. 

Dessa forma, a professora Syoni da Silva propôs aos seus estudantes o desenvolvimento de um blog coletivo, utilizado por vários estudantes, que deveria ser utilizado para a publicação de trabalhos, sítios da Web de interesse, uma espécie de jornal escolar, postagem de poesias etc. Apesar dessa prática ainda estar em desenvolvimento, a professora atribui o sucesso da ideia ao fato dos estudantes estarem constantemente conectados, no entanto, ela entende que embora os estudantes já possuíssem muita competência no que diz respeito ao uso da tecnologia, lhes faltavam orientação, esclarecimento e aprendizado de como utilizar recursos internéticos para colaborar ativamente no seu próprio aprendizado e no de seus colegas.

Quando perguntada se ela própria mantinha um blog com vídeo aulas ou outros materiais didáticos para consulta dos estudantes, a professora esclareceu que sim, mas que não considera suficiente o seu blog, já que a maioria dos alunos não tem paciência para ficar mais que dez minutos em frente ao computador lendo um texto ou assistindo a um vídeo, motivo pelo qual decidiu que agregaria mais à aprendizagem dos estudantes se a construíssem suas próprias plataformas.

Os blogs criados pelos estudantes da classe de literatura da professora Syoni estão hospedados na plataforma <https://edublogs.org/>, mas infelizmente, por não estarem aqueles ainda finalizados, estão com o status de "privados", não permitindo, por enquanto, o acesso de terceiros. No entanto, esse tipo de prática pedagógica é muito válida por trabalhar nos estudantes, dentre outras competências, a de trabalhar cooperativamente e a de saber ouvir e expor seus pensamentos de forma reflexiva e, ao mesmo tempo, com respeito pela opinião do outro.

domingo, 11 de novembro de 2018

Proposta do blog

A principal característica do termo "web 2.0" é que as ferramentas dessa geração internética propõem um sistema de interação dinâmica com o usuário, que passa a ser uma espécie de co-produtor dos conteúdos. O uso desse tipo de ferramental na educação tem sido cada vez mais apoiado pela literatura, principalmente por especialistas adeptos aos constructos teóricos de Piaget (1996), que defende que a construção do conhecimento deve ser feita de forma a tornar o educando sujeito ativo de sua própria cognição.



Dessa forma, entendendo que o dinamismo da web 2.0 é capaz de promover mudanças significativas nas relações de ensino-aprendizagem, a proposta deste blog é, no âmbito da disciplina Educação à Distância e Culturas Digitais, do curso de Licenciatura em Pedagogia do Centro Universitário Jorge Amado, compartilhar e analisar boas práticas de ensino de docentes que fizeram uso de recursos internéticos interativos em suas salas de aula.